Sexta-feira fui na dermatologista "queimar" um incomodo sinal no nariz, marquinha de óculos. Daí estou com restrições de usar óculos. Daí que o sol é forte e às vezes preciso para ler. Daí que doeu a cabeça, mas assim mesmo estou lendo, finalmente, A Montanha da Alma e agora pra valer.
"A mulher que chora" outro livro a respeito da China vai amanhã para São Paulo. De troca veio, para a troca volta.
"A Montanha da Alma" é um livro que tenho há muitos anos e acho que comprei depois de ler o interessante livro "Balzac e a costureirinha chinesa". Antes daquele, não tinha nenhum conhecimento sobre a China e sua gente e começar com a Revolução Cultural foi complicado. "A Montanha da Alma" e a "Mulher que chora" são livros fortes e difíceis de ler, mas é importante conhecer a sofrida literatura destes chineses que saíram de seus países e fora conseguiram contar a sofrida vida da gente que fica.
Lendo sobre a China, é possível ver também o Brasil, os políticos e o beco sem saída em que nos encontramos.
Queria poder sair do Brasil, mas quando vejo jovens do Estado Islâmico invadindo a Europa e impondo seus costumes, vejo que ainda é aqui o meu lugar, por pior que seja. Xingjian este homem sereno que nasceu em 1940, foi premio nobel de literatura em 2000, mas ele não é apenas escritor. Também é pintor e por isso cada página da sua narrativa pode também ser visitada como se estivessem impressas imagens de tão ricas suas descrições.
"mas aquele andar também estava deserto"
Ainda estou na página 32 de um longo livro de 432 páginas recheadas de letras miúdas e com riqueza de detalhes das mazelas da China, que jamais conhecerei.
Lendo mais este romance sobre a China, encontro motivos de me alegrar por ter nascido brasileira e mais motivos para ser contra comunismo ou socialismo.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Mais forte do que ontem!
Sem tempo para ler, vivendo um dia depois do outro com tranquilidade.
Entre tantos profissionais vou pinçando sabedoria popular e reforçando meu DNA.
Problemas? Chegam ao fim. Tudo tem seu tempo e prazo.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Aquela história... como terminava mesmo?
Terminei comovida a leitura deste pequeno livro que recebi em uma troca.
Vou reler muitas vezes. É excepcional.
Sempre gostei de Fernando Pessoa, escolhi uma frase dele para o convite de formatura da minha turma de curso superior, e agora pelas mãos de Samir Yazbek deixei-me conduzir por uma peça teatral simplesmente maravilhosa.
Encerro com Pessoa, que fecha muito com os últimos acontecimentos neste país e com minhas divagações:
"A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho."
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Passou mas não é o fim. Estamos alertas e vigilantes

É tempo de depuração.
Limpei os contatos, limpei da minha vida pessoas que simplesmente se tornaram coniventes com todos os crimes que estão aí.
Vou prestar mais atenção com quem ando, atenção nas leituras e conversas.
Vou lutar cada dia do resto da minha vida para que não derrubem a democracia no Brasil.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Não abro mão do meu direito a voto, da esperança de mudar o Brasil
Só agora me dei conta que desde antes do primeiro turno das eleições, não tive mais tempo de ler direito ou de voltar aqui.
Não significa que não foi um período fértil, com muitas experiências e reflexões, mas pela falta de registro passou e foi coberto pelo passado.
Assim é para tudo. O que não se usa, o que não se exercita, se perde. A natureza engole e segue em frente.
É tempo de exercer a cidadania, mas como assim se a maioria nem sabe o que é isto neste País. Contudo, no quesito baixaria somos todos diplomados.
Tristeza, porém do Brasil não vou desistir até a morte!
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Uma viagem ao mundo de nossos antepassados
Começo o novo mês sozinha e ao mesmo tempo acompanhada pelo livro "O Português que nos pariu". Há mais de 12 anos este livro morava em uma das estantes da minha biblioteca. Ameacei duas ou três vezes a leitura e cheguei até a pensar que não tinha sido uma boa aquisição.
Resolvi enfrentar o desafio, depois de ter retirado e lido os dois últimos de abril.
O Livro é divertido, algumas vezes sarcástico e ao mesmo tempo é sim uma viagem ao mundo de nossos antepassados. Muito bom apesar de pequenos erros de grafia, o que demonstra ausência de adequada revisão de texto. Provavelmente termino hoje a leitura e o livro vai para as trocas como os dois últimos de abril, que já têm novos donos. A história contada por esta carioca é um incentivo à reflexão, ajuda a pensar sobre o modo como vivemos, pensamos e reagimos, bem como prever (ou entender) como fazem os dos andares de cima e os dos andares de baixo sociedade de ontem e de hoje. Com "a proa rumo aos mistérios", no estilo dos navegadores portugueses, a escritora desbrava todo nosso passado e também o que veio antes, sem nos desenlaçar da realidade. Impressionante a capacidade de contar tanto em tão poucas páginas (150pp). Sempre admirei o poder de síntese, mas aqui não é pura síntese, mas 150 páginas de muita informação, muita história e desdobramentos nos dias atuais.
Se eu fosse professora, esse seria um livro que eu recomendaria.
O bom de trocar livros (e também doá-los) é que de tempos em tempos faz-se a revisão dos livros de estoque e nos obrigamos à leitura antes passar adiante.
É uma forma de navegar com "a proa rumo aos mistérios" e não parar mais de se surpreender e aprender.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Leituras
Devido aos compromissos assumidos, diminuiu o ritmo na leitura.
Ainda assim, terminei a leitura do livro "Esquerda Caviar" e, exceto algumas discordâncias (a unanimidade é burra, como dizia Nelson Rodrigues) só posso dizer que o livro é excelente, muito esclarecedor e bem escrito.
Daqui a algum tempo ele vai para troca, porque livro como este tem que ser compartilhado com mais leitores. Antes vou reler algumas páginas que deixei marcadas com post-it.
Quando um bom livro acaba, vem o dilema da próxima leitura e o escolhido é o livro ao lado, que ganhei de presente há bastante tempo, de uma pessoa que já não faz parte do meu círculo social. O livro parece bom, um romance com traços autobiográficos.
"para ser um artista, é preciso entregar ao mundo a verdade sobre si mesmo, sem medo das consequências" (excerto extraído do livro)
segunda-feira, 17 de março de 2014
Levar a vida ou deixar a vida nos levar?
Semana passada resolvi ler o livro da paulista Regina Rheda, "Humana Festa".
Comprei este livro há mais de dois anos em uma feira de livros e a sinopse dá uma ideia muito simplista do livro, como se fosse um romance sobre veganismo e a defesa dessa filosofia, de forma palatável.
Para minha surpresa o livro é muito mais. A autora constrói uma história onde faz uma autópsia da cultura brasileira, especialmente do campo, das diferenças e lutas entre classes sociais e também retrata o MST com cestas básicas do governo federal.
Não bastasse, retrata políticas americanas sobre a caça e o modo ativista e vegano de ser.
Tanto nos EUA como aqui os "ativistas" vivem às custas de heranças, auxílio governamental, ou alimentados por rancores de ter menos "dereitos" que os patrões, e com isso cuspir na comida destes e praticar atos de vandalismo são consideradas "ações diretas".
Considero este um romance que disseca a sociedade atual, os contornos dos nossos problemas sócio-culturais, e demonstra que a solidariedade e tolerância passa longe dos nossos ideais de convivência, e estamos sempre acreditando que os outros estão em dívida conosco e que somos melhores do que valemos e pesamos.
Mostra pobre e ricos, cada um nos seus mundos e também o que nos torna mais ricos ou pobres, independente da condição social ou do dinheiro na carteira. Retrata nossas interações, conceitos e preconceitos de parte a parte.
Isso se o leitor não for tendencioso e ler toda a obra, lógico.
Uma pena que este é um livro, que induz pessoas mal-intencionadas a acreditar que "melhor é sua causa".
Regina Rheda foi uma grata surpresa. Passa a impressão que conhece muito do que escreve.
Recomendo a leitura, sem ranços ideológicos, mas como um retrato de nossos tempos.
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quarta-feira, 5 de março de 2014
Greve dos Correios
Mais de dois meses de greve dos correios em minha cidade. Uma vergonha.
Enquanto isso a população se vira como pode para pagar as contas que não chegam, muitos pagam em cartório de protestos, outros vão entrar ou já entraram no SPC.
Há mais de 10 anos com a politização desta empresa, os carteiros têm deixado de fazer serviço que era apreciado pela população. Faz tempo que os carteiros fazem mais de três greves por ano.
As greves são forçadas por sindicatos, causam um prejuízo incalculável e ninguém ganha nada com isto, muito menos os funcionários dos correios.
Bom seria que houvesse um governo sério que privatizasse logo os correios como foi feito com a telefonia no Brasil e a população só ganhou com isto.
Chega de Correios como empresa pública ineficiente e grevista. Chega do Monopólio dos Correios.
É preciso respeitar a população brasileira com serviços adequados de correios, luz, água e telefonia além de segurança, saúde e educação para todos.
Em um país sério, correios em greve por tanto tempo seria considerado uma calamidade pública a ser solucionada com urgência para salvaguardar os cidadãos lesados. Ou não?
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
"Sem ilusões, a mente se torna verdadeira" T h i c h N h a t H a n h
T h i c h N h a t H a n h, no livro "Para viver melhor" que acabei de ler, cita uma história que seria de Tolstoi sobre as 3 perguntas do Imperador.
Diante dos últimos acontecimentos na América do Sul, especialmente Venezuela, registro as 3 respostas:
"O
presente é o único tempo sobre o qual
temos domínio.
A pessoa mais importante é aquela
que está à sua frente.
E a coisa mais importante é fazer essa pessoa
feliz".
Para não esquecer.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Protestos - Resumo
"Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la."
São Tomás de Aquino
No Brasil, os Black Blocks financiados para quebrar o patrimônio público e privado e manter as pessoas que trabalham e estudam longe de manifestações de rua são intocáveis pelas polícias, por ordem do governo federal (PT) que é a favor de Maduro-Fidel e contra a população venezuelana.
Este resumo diz tudo.
"Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la." São Tomás de Aquino
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Pobre América do Sul nas mãos da turma do "Foro de São Paulo"
Ainda assim a Venezuela está mostrando ao mundo que tem menos omissos do que no Brasil.
Este vídeo é bastante esclarecedor:
"os maiores inimigos da liberdade não são os ditadores, são os omissos"
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
As revoluções e os loucos
Somente hoje terminei a leitura de "O Planeta do Sr. Sammler" de Saul Bellow. Recebi este livro mês passado antes da atual greve dos correios (que está retendo cinco dos livros que aguardo).
Li sem pressa, seja porque é denso, seja porque a rotina exigia meus afastamentos das páginas.
Ainda não sei se vai para troca novamente. É um livro com muito conteúdo, para muitas reflexões e certamente quero retomar alguns excertos como este que cito a seguir, perfeito para os dias em que vivemos neste país governado por "revolucionários" apoiadores de manifestações violentas custeadas com dinheiro público:
"As revoluções acabam nas mãos de loucos. E, naturalmente, existem sempre loucos em número suficiente para cada finalidade. Além disso se o poder for bastante desenvolvido, se tiver uma força intrínseca suficiente, será esse mesmo poder que fabricará os seus próprios loucos pela própria pressão. O poder certamente corrompe, mas essa é uma afirmação humana incompleta. Não será demasiadamente abstrata? Certamente deveria acrescentar-se que é uma verdade específica que o fato de possuir o poder destrói a sanidade dos poderosos, permitindo que as suas irracionalidades saiam da esfera dos sonhos, invadindo o mundo da realidade." (p.213)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Extra_vagâncias
Muitos consideram os livros perigosos até nos dias atuais.
Governos da China e Alemanha (Mao e Hitler), em passado não muito distante, ordenaram a queima dos livros "proibidos" condenando a população aos livros permitidos pelos tiranos, livros que enalteciam o governo opressor e tirânico que encabeçavam. O resto era perigoso, proibido e caso encontrado algum exemplar, as penas eram severas.
Os romances "Balzac e a Costureirinha Chinesa" e "A Menina que roubava livros" ilustram o relato acima.
Imagino que em Cuba e na Coréia do Norte não tenha sido diferente (restrição a leitura e publicações e até queima de livros), mas a censura que estes governos impõem não permite saber.
Proibir acesso aos livros ou limitar a leitura a uma única cartilha ou a literatura de uma nota só deveria ser considerado crime, porque é crime arrastar massa de viventes à miséria intelectual.
No Brasil não temos ainda fogueiras de livros, mas já se sabe que muitos livros são proibidos e outros tantos impedidos de serem acessados em debates nas escolas. Pobre gente, miserável país sem futuro.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
De cuba, com carinho
Finalmente Yoani saiu de Cuba e começou a viagem pelo Brasil onde foi recebida com inexplicável repúdio, o que bem demonstra que o povo brasileiro dos dias atuais não tem muita tolerância com o próximo.
Por que tamanha hostilidade contra esta cubana, mulher simples, do povo?
Yoani é uma jovem que ao contrário dos brasileiros que a atacam com palavras de ordem obsoletas, só quer contar sobre a sua realidade.
Através do seu blog conta de maneira simples como é viver desde sempre, desde que nasceu, em um regime comunista, em uma ditadura de esquerda, em um País - Cuba - onde só existe a opinião e a ordem dos irmãos Castro, a exemplo do que vem acontecendo no Brasil, que desde os anos 60, através da esquerda, pretende implantar o comunismo e está quase conseguindo, já há 10 anos no poder federal, sem qualquer oposição.
Quem tem medo de Yoani? Porque gritar palavras de ordem contra esta mulher? Será porque ela fala no seu blog GENERACION Y como é viver em um regime comunista? Fome crônica, dificuldade de fazer compras, seja por não ter dinheiro suficiente, seja pela falta de produtos, não ter como consertar os objetos pessoais, sucateamento dos prédios, elevadores, etc.
Será por que relata a falta de acesso a uma imprensa livre, onde a opinião não seja somente aquela que o governo determina seja divulgada?
Ou pelo receio de ser hospitalizada e não ter atendimento adequado? Ou pelo pânico de circular pelas praças, nas escolas, ou não poder ter grupos de convivência sem ser vigiada e investigada?
Relata ainda, a frustração diária em viver sem luz no final do túnel, sem esperança, e tendo em torno de si tantas pessoas conformadas com o sistema de permanente prisão do povo, em um regime aberto.
Desde a revolução Cubana, alguns brasileiros sonham com este triste e fracassado modelo. E são estes que são responsáveis pela violência com que Yoani está sendo recebida no Brasil. Estes revolucionários, que não teriam coragem de viver como Yoani, como pessoa do povo que é, mas sim como superiores e mentores do que é certo e errado para os outros e eles próprios livres para viver o melhor das Utopias sem futuro como é a utopia do comunismo.
Será que o Brasil é um país democrático? Para quem?
Yoani, seja benvinda e como diziam os "antigos" - desculpa qualquer coisa, pois é tudo cobra mandada!
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