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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Herói por Acaso: Jakob, o mentiroso

Para provocar alguma reação resolvi nestes últimos dias um retorno a leituras sobre o holocausto.

Depois de "A Chave de Sarah" foi a vez de "Jakob, o mentiroso". Não tem comparação, ambos são excelentes, mas o último foi filmado mais de uma vez e o último remake foi com Robbin Williams, no papel de Jakob, em 1998. O filme é imperdível assim como o livro.

Estas histórias tem base nos fatos reais, tristes fatos, mas este toca o leitor, porque Jakob cria uma atmosfera de esperança no gueto, apesar das dificuldades que enfrentam. E quando todos sonham um sonho juntos, ele pode acontecer.

Vale a pena ler e assistir o filme Jakob, o mentiroso. Vale muito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Reequilibrando o desequilíbrio da vida

 


Ah, Agosto, mês do desgosto, diz o dito popular. Mas afinal o que é desgosto.
O que não tem gosto pra mim, é delicioso pra você. O que você não gosta, pode ter meu gosto e eu desconhecer se gosto ou desgosto.
 
 
Ontem morreu Robin Williams e antes da morte dele (ou simultaneamente) muitas esperanças, fantasias, morriam em mim. E lá estava eu com a cabeça cheia de caraminholas, quando um amigo sem contato há exatos 4 anos, com a morte do ator, encheu-se de desequilíbrio e resolveu me escrever. O ator que buscou o equilíbrio no suicídio, balançou meu amigo, que em completo desequilíbrio, atirou-se no espaço e escreveu, colocando com honestidade o que vinha à cabeça, para justificar o longo silencio.
 
É preciso coragem para viver, para desequilibrar, o corpo ou a mente, sacudir o marasmo e avançar, para a vida ou para a morte.
 
Meu amigo disse que jamais me esqueceu, apenas não me escrevia por isso ou aquilo, que não importa mais. Também sempre me lembro dele e pude retribuir, desequilibrando minha rotina.
 
A coragem de dar o primeiro passo, de conceder-se ao desequilíbrio é quase um ato insano. Mas esta energia é vital.
 
E meu amigo veio em busca dela, na véspera do seu aniversário. Veio abraçar-me para que eu também pudesse sentir a força do equilíbrio em um abraço, para caminhar em sua direção e construir um momento a mais para nos recordarmos que a vida é assim, sem certo ou errado e que os momentos precisam ser valorizados.
 
L'attimo fuggente é o título em italiano do filme Sociedade dos Poetas Mortos.
Somente agora, me dei conta que provavelmente Neil seria como o próprio Robin Williams.
 
Sim, é preciso desequilibrar-se dia após dia para transformar a vida extraordinária.
 
Carpe diem!
 
 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A voz dos Anjos

Eu acho Paulo Gustavo um excelente ator e gostaria de assisti-lo em cena todos os dias. 
É incrível, com humor cáustico acerca daquilo que acontece e do que nos cerca. Do que está ao alcance de nossas mãos e sobre como resolvemos as questões das simples às essenciais.


Esta mãe é uma peça e parecida com muitas mães "odiadas" porque realmente agita a paciência de qualquer um, mas merece respeito e admiração e é isto que passa o filme.








Lendo "Baudolino" hoje, p. 149, lembrei do filme, e por preguiça transcrevo o trecho digitalizado, para recordar:

:



Existem pessoas que renegam os familiares, as origens. Paulo Gustavo e Umberto Eco, mostram que isto é perda de tempo e de felicidade.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Vergonha de Phil

Enquanto a desavergonhada greve dos correios continua (um mês sem que os carteiros entreguem as correspondências na minha cidade) vou ao cinema assistir o filme "Philomena". 

Em um país recheado de sem-vergonhas, deve ter muita gente que não vai gostar do filme,  muito menos entender esta história belíssima, em todos os sentidos (4 indicações ao Oscar).
Filme para rever, para pensar sobre as escolhas e consequências, sobre a fé e a falta dela, sobre convicções, preconceitos e sobretudo amor, ódio e perdão.

Judi Dench interpreta muito bem a verdadeira Philomena (na foto com o ator que fez o papel do escritor da sua história).

O filme é uma adaptação do livro "O filho perdido" que já foi para minha extensa lista de leituras desejadas, mas para o topo da pilha.

É a segunda vez que vou ao cinema este ano. 
"A menina que roubava livros" filme baseado no livro que li muitos anos atrás foi muito bem feito, embora eu ache que para ser compreendido no Brasil precisaria de mais clareza sobre o nazismo (implantado na Alemanha pelo partido dos trabalhadores - PT Alemão que destruiu pobres e ricos - arrasando a sociedade alemã).

Philomena é um filme mais para análise individual, de como se colocar na própria vida e assumir responsabilidades pelos próprios atos. E o filme propicia isto por diversos ângulos, porque além da história de vida de Phil temos a do escritor, do filho, das freiras e das jovens. 
Este filme também mereceria  debates em escolas e grupos de amigos, considerando que nos dias atuais a vergonha não ocupa espaço e vendem a ideia que todos podem tudo, sem regras, sem ética, sem cumprir contratos ou observância de valores sociais e morais.

Enfim, um filme imperdível e todos os personagens estão fantásticos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Haja vontade!

Todas as semanas são recheadas de notícias bombas: violência familiar, assaltos e roubos  pelas ruas, corrupção escancarada na política, ou seja de mal a pior.

Nada que se compare com a notícia do leite e ninguém vai preso. Consta que há mais de um ano estão investigando e comprovaram que o leite e os  derivados que vem sendo comercializados por aqui, estão "batizados" com água e formol pelos comerciantes que fazem o caminho do produtor à indústria. 

O que dizer? O que pensar? O que fazer? Opções não faltam, mas enquanto isso a saúde da população cada vez pior nessa morte lenta por envenenamento  com a cumplicidade dos governos federal e estadual.
O filme é velho, reprisado ano após ano e ninguém faz nada!

Haja vontade de perseguir nosso sonho de viver em uma sociedade decente!

terça-feira, 23 de abril de 2013

As aventuras de Pi - um filme para rever

Assisti finalmente o filme "As aventuras de Pi" baseado no livro de Yann Martel.

Não li o livro e provavelmente não lerei, considerando não ter como ler todos os livros que quero ler, mas o filme posso rever e farei isto em breve.

O filme apesar de longo não é cansativo como tinha lido na crítica.

Pi encontra muitos obstáculos desde a infância e vai aprendendo a enfrentar as dificuldades sempre aberto para o novo e em busca de Deus, pelas mais variadas crenças.

Pi representa a inocência, em seguida a ingenuidade e por fim a maturidade do ser humano - não necessariamente sempre na mesma ordem.

É um filme imperdível e realmente emocionante do começo ao fim. 





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

La prima cosa bella

La Prima Cosa Bella é uma antiga canção italiana de Nicola di Bari e também o título do filme de Paolo Virzi que finalmente assisti.

Queria muito ver este filme italiano  de 2010. Apesar de toda a ingenuidade, Anna, a personagem principal, supera cada obstáculo (e não são poucos) sempre olhando à frente, de cabeça erguida e sem se queixar, nem contaminar a relação com os filhos. Mesmo assim o primogênito Bruno veste o manto do depressivo e decide não ser feliz, até que precisa  confrontar o passado, do qual fugiu por não entender ou sabe lá porquê.
O cinema italiano sabe retratar dramas familiares, com poesia e nos ajuda a refletir sobre os descuidos diários que praticamos acreditando serem sem consequências ou maiores danos.
Vale a pena assistir o filme.